quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Reino Protista

É o reino que apresenta menos consenso entre a comunidade científica dada a diversidade de organismos nele incluídos. A sua definição é por isso difícil, considerando-se geralmente que os organismos deste reino são eucariontes, uni- ou pluricelulares, embora de estrutura muito simples, sem diferenciação celular e que não pertencem aos reinos Fungi, Plantae ou Animalia. É um grupo polifilético, isto é, o reino não inclui todos os descendentes de um mesmo ancestral. Embora seja uma classificação bastante artificial e, frequentemente, errónea, é comum dividir os protistas em três grupos pelas suas semelhanças com os outros reinos de eucariontes:
  • protozoários – semelhantes a animais
  • algas – semelhantes a plantas
  • mixomicetes – semelhantes a fungos

Protozoários Os organismos deste grupo são unicelulares e heterotróficos, de nutrição por absorção ou fagocitose (ingestão celular); alguns são imóveis e outros podem deslocar-se com flagelos, cílios ou pseudópodes. Dois exemplos:
  • Amiba – ser unicelular, movimenta-se e “captura” os alimentos emitindo prolongamentos citoplasmáticos – os pseudópodes – que envolvem as partículas alimentares e as incoroporam no citoplasma dentro de um vacúolo digestivo (ver filme). Dentro do vacúolo estas partículas vão ser digeridas pela acção de enzimas digestivas citoplasmáticas, e após a digestão passam para o citoplasma por difusão.
Ficheiro:Amoeba.microscope.JPG
  • Paramécia – organismo unicelular de forma constante com a membrana celular revestida por cílios que permitem a sua deslocação, por movimentos rítmicos. A membrana apresenta um sulco que penetra na célula – o sulco oral – por onde os alimentos são ingeridos. O sulco oral prolonga-se pela citofaringe, por onde os alimentos passam até serem incluídos no citoplasma por endocitose em vacúolos digestivos. Os produtos resultantes da digestão passam, por difusão, para o citoplasma e o restante é eliminado para o exterior por exocitose. As paramécias têm dois núcleos: o macronúcleo (ou núcleo vegetativo) e o micronúcleo (núcleo germinativo).
Ficheiro:Paramecium.jpg
Alguns protozoários parasitas são responsáveis por um elevado número de mortes nos humanos. O Trypanossoma gambiense, que provoca a doença do sono, tem como hospedeiro intermediário a mosca tse-tse. O parasita instala-se no intestino da mosca, quando suga o sangue de algum animal infectado, reproduzindo-se. Os descendentes migram para as suas glândulas salivares e irão contaminar animais picados pela mosca. O Plasmodium vivax, responsável pela malária ou paludismo, tem como hospedeiro intermediário a fêmea do mosquito Anopheles sp. que o transmite ao Homem. Após um período de multiplicação activa no fígado, o parasita entra na corrente sanguínea infectando e destruindo as hemácias. Quando atinge o cérebro, é normalmente fatal.

Algas As algas são organismo simples, unicelulares, coloniais ou pluricelulares sem diferenciação, aquáticos e autotróficos. Todas as algas possuem plastídeos com clorofila a e carotenóides. Normalmente, não possuem estruturas reprodutoras muito especializadas e os seus gâmetas são libertados na água, ocorrendo fecundação externa. Apesar de possuírem um aparelho fotossintético completamente funcional, a genómica tem recentemente demonstrado que alguns géneros são geneticamente muito mais próximos dos animais (por exemplo, cocolitóforos)
Exemplos de algas:
  • diatomáceas – unicelulares, com carapaças com duas valvas siliciosas, com dois platos lamelares com clorofilas a e c e fucoxantina. As diatomáceas são responsáveis pela acumulação de grandes quantidades de sílica nos fundos oceânicos.
Ficheiro:diatomacea.jpg
  • Euglenas – unicelulares, com flagelos (um ou dois) e sem parede celular, com clorofilas a e b, tem a particularidade de poderem ser heterotróficos ingerindo os seus alimentos
Ficheiro:Euglena.jpg
  • Espirogira – algas verdes (grupo das Clorofitas), unicelulares coloniais, com clorofilas a e b com parede celular de origem celulósica
Ficheiro:Spirogyra.JPG

Mixomicetes São protistas constituídos por uma massa citoplasmática multinucleada, denominada plasmódio. Reproduzem-se de forma assexuada formando esporângios (produtores de esporos). São heterotróficos alimentando-se por fagocitose. O Dyctyostelium sp., por exemplo, tem sido usado como organismo modelo na biologia molecular e na genética, e é uma referência em estudos de comunicação, diferenciação celulares e morte celular programa.
Ficheiro:Dictyostelium.JPG

O reino Protista num minuto:
  • eucariontes
  • unicelulares (isolados ou em colónia), pluricelulares sem diferenciação
  • fotoautotróficos, quimioheterotróficos (ingestão ou absorção)
  • produtores ou microconsumidores
  • vida livre, simbióticos ou parasitas

Palavras chave: Classificação de Whittaker, eucarionte, unicelular, pluricelular
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Criada em 09 de Setembro de 2010
Revista em 05 de Novembro de 2010
Aceite pelo editor em 25 de Janeiro de 2012

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O flagelo Bacteriano – A Nanomáquina Complexa de DEUS





O flagelo bacteriano é um pesadelo para os Neons-Darwinistas, pois eles simplesmente não conseguem explicar esse mecanismo usando a Teoria da Evolução. 



Todo mundo sabe que a teoria da evolução não passa de teoria.Nunca foi comprovada cientificamente.Pois pra um processo virar fato cientifico ele tem que ser observado.E nenhum cientista conseguiu observar o processo de evoluçao.


Mesmo visto por meio de um microscópio potente, ele parece minúsculo e insignificante. Foi comparado a um potente motor de popa preso a um barco. 




O que é o flagelo bacteriano?


Há vários tipos de flagelos (do latim, “açoite”), mas é provável que o bacteriano seja o mais estudado. Preso à parede celular da bactéria, o flagelo gira, permitindo que o micro-organismo vá para a frente, para trás, para e muda de direção. Acredita-se que metade de todas as bactérias conhecidas possui variações de flagelos.



O flagelo bacteriano é um tubo oco, com 20 nanómetros de espessura, composto pela proteína flagelina, de forma helicoidal com uma dobra à saída da membrana celular chamada "gancho", que faz com que a hélice fique virada para o exterior da célula. Entre o gancho e a estrutura basal existe uma bainha que passa através de anéis de proteína na membrana celular, que funcionam como “rolamentos”. Os organismos Gram-positivos têm 2 anéis, um na parede celular e outro na membrana, enquanto que os Gram-negativos têm 4 anéis, 2 na parede celular e 2 na membrana.


O flagelo bacteriano é activado por um “motor” rotativo composto de proteínas, localizado no ponto da membrana interna onde o flagelo tem a sua origem, e é movido por um fluxo de protões, causado por um gradiente de concentrações originado pelo metabolismo da célula (nas espécies de Vibrio o motor é uma bomba de sódio). O motor transporta prótons através da membrana, sendo activado nesse processo e é capaz de operar a 6000 a 17.000 rpm mas, com o filamento normalmente atinge apenas 200 a 1000 rpm.



O DNA das bactérias ou de outros micro-organismos contém o “projecto” do flagelo e de sua unidade propulsora. O inteiro sistema é composto por cerca de 40 proteínas, que podem ser comparadas a peças de motor. Surprendentemente, ele se monta em apenas 20 minutos!


A publicação the Evolution Controversy diz: “O flagelo bacteriano possui um motor de rotor que gira a uma velucidade de 6 mil a 17 mil rpm. Ainda mais surpreendente é que ele pode mudar de direção com apenas um quarto de rotação e daí girar a 17 mil rpm na outra direção.” A revista New Scientist chama o flagelo bacteriano de “excelente exemplo de complicado sistema molecular – uma nanomáquina complexa que está além da pericia de qualquer engenheiro humano”.


Os cientistas ficam perplexos com o fato de que o minúsculo flagelo bacteriano monta a si próprio na sequência exata necessária para que todas as 40 partes fiquem encaixadas e funcionem do modo correto.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

6 Doenças que você nunca soube que poderia pegar


Vírus e bactérias podem ser os responsáveis por males que achávamos que fossem causados por genes e estilo de vida inadequado.
A medicina do século XX foi notavelmente bem-sucedida no desenvolvimento de vacinas e antibióticos para combater doenças infecciosas. Antigos flagelos como catapora, tuberculose e febre tifoide foram controlados. Nas décadas de 60 e 70, a visão dominante era que todas as doenças causadas por micro-organismos logo seriam debeladas. Sobrariam apenas as causadas pela genética, pela idade e pelo estilo de vida pouco saudável.
Hoje essa ideia parece ingênua. Basta pensar no aumento da resistência aos antibióticos. E há outra razão que ninguém nem levava em consideração naquela época. Um número crescente de doenças que se pensava relacionadas à genética ou ao estilo de vida acabou mostrando ter origem infecciosa.
Um exemplo são as úlceras no estômago. Durante muito tempo acreditou-se que elas fossem desencadeadas pelo estresse. Na década de 80 ficou claro que muitos casos são provocados por uma bactéria chamada Helicobacter pylori. Uma pequena dose de antibióticos é tudo o que é necessário para curar a doença. É por isso que no Ocidente os índices de úlcera de estômago estão diminuindo.
Atualmente, os pesquisadores investigam a origem infecciosa de muitos outros males. Vários tipos de câncer podem ser causados por vírus. Algumas vezes porque eles se inserem em nosso DNA e danificam os genes que normalmente impedem as células de se multiplicar descontroladamente.
A ideia de que doenças crônicas como diabetes tipo 1 e obesidade possam ser contraídas tão facilmente quanto um resfriado é arrepiante. Mas levanta a possibilidade animadora de que elas possam um dia vir a ser tratadas com antibióticos ou drogas antivirais. Ou, talvez, evitadas com uma vacina. Qual das doenças mencionadas nas próximas páginas será a próxima a seguir o caminho das úlceras de estômago?
Obesidade
As pessoas engordam por causa de seus genes ou por que comem muito? É um debate antigo, que até agora ignorou uma terceira possibilidade: pegar o tipo errado de gripe. No fim dos anos 1980, Nikhil Dhurandhar, então médico em Bombaim, na Índia, soube que um vírus das galinhas tinha o efeito colateral inusitado de fazer as aves ficar obesas. Esse vírus pertencia a um grupo chamado adenovírus, que em humanos é conhecido principalmente por causar resfriados. Dhurandhar investigou se os adenovírus poderiam fazer as pessoas ficar gordas. Primeiro ele descobriu que um adenovírus humano chamado Ad-36 poderia fazer animais (galinhas, ratos e saguis) acumular quilos. Depois ele percebeu que 30% das pessoas obesas tinham anticorpos para o Ad-36 (sinal de que elas haviam entrado em contato com o vírus anteriormente). Apenas 4% dos magros tinham esses anticorpos.
Num primeiro momento, a teoria viral da obesidade foi ridicularizada. “As pessoas achavam que ela era um absurdo”, diz Dhurandhar. Agora, outros cientistas começam a repetir as descobertas. Oito diferentes vírus foram relacionados à obesidade em vários animais. Mas nenhum outro foi observado em humanos.
Como, então, um vírus poderia fazer alguém ganhar peso? Vários mecanismos possíveis foram levantados. O vírus parece tornar o metabolismo mais lento. Também foi demonstrado que ele pode inibir um hormônio do apetite (leptina). Dhurandhar também descobriu que, quando cultivadas em laboratório, células-tronco humanas infectadas com o Ad-36 tendem a se desenvolver como células adiposas.
Dhurandhar trabalha atualmente para a empresa de biotecnologia Obetech, com sede em Richmond, na Virgínia, nos Estados Unidos. A empresa identificou cerca de 30 substâncias que matam o vírus. Realiza também testes de uma vacina em animais. “Supõe-se que a vacina poderia ser usada na infância, mas eu não sei dizer se seria uma dose para toda a vida”, diz o presidente da Obetech, Richard Atkinson. E até lá? Tente não respirar quando alguém espirrar perto de você.
Esquizofrenia
Apreciadores de gatos tomem nota: um parasita que se esconde nas fezes de gatos pode estar ligado à esquizofrenia. Estima- -se que o Toxoplasma gondii infecta cerca de 30% da população. Ainda que ele possa desencadear abortos, na maioria das pessoas acredita-se que ele cause pouco mais que dor de cabeça e garganta inflamada.
Ao longo dos últimos anos, no entanto, surgiram evidências de que esse parasita pode ter efeitos bastante sinistros em nosso comportamento. Algumas pessoas infectadas têm sintomas como alucinações e uma forte tendência a correr riscos.
Em roedores (hospedeiros naturais do toxoplasma), o parasita entra no cérebro e torna o animal menos medroso. Eles correm mais riscos – inclusive de virar comida de gato. É assim que se completa o ciclo de vida do parasita. Cistos de toxoplasma também foram encontrados no cérebro de pessoas.
Em uma análise de 42 estudos publicada em 2007, o psiquiatra Fuller Torrey, do Instituto de Pesquisa Médica Stanley, em Chevy Chase, nos Estados Unidos, descobriu que pessoas com esquizofrenia tinham uma probabilidade quase três vezes mais elevada de ter anticorpos para toxoplasma do que as que não tinham a doença. Torrey também descobriu que pessoas que estavam tomando medicação para esquizofrenia tinham níveis mais baixos de anticorpos do que as que não tomavam esses remédios. Ele sugere que as drogas podem reduzir os sintomas em parte por atacar o parasita. Em testes de laboratório, sabe-se que elas fazem isso.
Torrey e outros pesquisadores suspeitam que o toxoplasma afete o cérebro e, de alguma forma, eleve os níveis do hormônio dopamina. Há muito tempo o excesso de dopamina tem sido associado à esquizofrenia. Acredita também que ele aumente o comportamento de risco.
No início de 2009, uma equipe liderada pelo geneticista Glenn McConkey, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, descobriu o que pode ser a prova definitiva. O grupo revelou que o parasita tem dois genes que codificam uma enzima responsável pela produção de dopamina.
Embora ela possa ter outras funções, a equipe acredita que o parasita pode fabricar dopamina para manipular o sistema nervoso de seu hospedeiro. “É um avanço muito importante”, diz a epidemiologista Joanne Webster, do Imperial College London, que há muito tempo estuda o toxoplasma.
Diversos grupos agora tentam desenvolver novas drogas para a esquizofrenia que funcionem por meio da erradicação do parasita. Os remédios existentes têm ação limitada contra a doença e podem ter efeitos colaterais desagradáveis como aumento de peso e espasmos faciais.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

“Lutas de jaula” entre micróbios passam o teste de Darwin

Se se colocarem duas espécies de micoorganismos numa placa de Petri, concerteza não se irá ver um combate entre elas a olho nu. No entanto, observando ao microscópio, uma guerra acesa está a ocorrer. Se os organismos utilizarem a mesma fonte de alimento e o mesmo espaço para proliferar, existirá uma competição intensa de forma a que uma espécie provoque a extinção da outra. Os cientistas que estudam este tipo de fenómenos baseiam-se numa ideia proposta por Charles Darwin em 1859, no livro “A Origem das Espécies”. Darwin defendia que, quanto mais próximas as espécies são, maior será a competição entre elas.
O ecologista Lin Jiang, do Georgia Institute of Technology, Atlanta, abordou o assunto através de micoorganismos unicelulares, de forma a tirar a limpo se a hipótese de Darwin estava correcta. “Pode olhar-se para um ecossistema maior”, afirmou Jiang, “mas no terreno há sempre factores de distracção, e a co-existência de duas espécies torna-se dependente de muitas outras coisas”. Um predador, por exemplo, pode interferir com o sistema, matando uma das espécies. Portanto, Jiang criou um sistema no laboratório recorrendo a protistas, seres unicelulares que se alimentam de bactérias.
Foram escolhidas 10 espécies de protistas – algumas próximas umas das outras e outras distantes – e emparelharam-nas em 45 possíveis combinações. Cresceram cada par em ecossistemas simples, designados por microcosmos. Estudaram os microorganismos durante 10 semanas, recolhendo amostras todas as semanas, de forma a determinar a prevalência de cada espécie de protista. Após as 10 semanas, mais de metade dos microcosmos apresentavam apenas um único tipo de protista sobrevivente.
Quando a equipa de Jian analisou e comparou os dados recolhidos, tendo por base a relação entre as diferentes espécies testadas, descobriu que a hipótese de Darwin estava correcta. De facto, quanto mais próximas eram as duas espécies de um dado microcosmos, maior era a probabilidade de no final das 10 semanas apenas restar uma das espécies. Este trabalho foi publicado na revista Ecology Letters.
Marc Cadotte, ecologista da Universidade de Toronto, afirmou: “Este trabalho vem finalmente suportar uma das maiores hipóteses de estudos antigos. Perceber de que forma as espécies competem é importante para o conhecimento acerca de como se renovam habitats, se evitam espécies invasoras, se mantêm os ecossistemas naturais, e como se aumenta a biodiversidade de uma determinada área”.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Formas comuns de bactérias

Os cocos são responsáveis por uma grande variedade de doenças, algumas delas já abordadas em outros textos deste site, como:

a) Neisseria gonorrhoeae: bactéria causadora da gonorreia (leia:
GONORREIA | CLAMÍDIA | Sintomas e tratamento)
b) Neisseria meningitidis: bactéria causadora de meningite (leia:
MENINGITE | Sintomas, Transmissão e Vacina - MD.Saúde)
c) Streptococcus pneumoniae: bactéria causadora de pneumonia (leia:
PNEUMONIA | Sintomas e tratamento)
d) Streptococcus pyogenes: bactéria causadora da amigdalite (leia:
DOR DE GARGANTA | FARINGITE | AMIGDALITE), escarlatina (leia: ESCARLATINA | Sintomas, causas e tratamento) e febre reumática (leia: FEBRE REUMÁTICA | Sintomas e tratamento).
e) Streptococcus viridans: bactéria causadora da endocardite infecciosa (leia:
ENDOCARDITE | Sintomas e tratamento )
f) Staphylococcus aureus: bactéria causadora de várias infecções, geralmente iniciadas na pele, como a celulite (leia:
ERISIPELA | CELULITE | Sintomas e tratamento), terçol (leia: TERÇOL (TERSOL) | HORDEOLO | Causas e tratamento) e infecções  multirresistentes (leia: STAPHYLOCOCCUS AUREUS | quais os riscos desta bactéria?)
Espiraladas: são bactérias em forma de espiral, geralmente dividas em 2 grupos: espirilos e espiroquetas. Entre as espiroquetas, a mais comum é o Treponema pallidum, causador da sífilis (leia: SÍFILISINTOMAS E TRATAMENTO)S |
Esta divisão em formatos não é muito útil, pois existem várias bactérias com formatos diferentes, como de vírgula (vibriões), bactérias em forma de bastão que não são consideradas bacilos, presença ou ausência de flagelos, e ainda bactérias com formas hibridas, tipo cocobacilos.

Basear-se somente na forma pode causar muita confusão. Por isso, existem vários outros modos de se classificar e caracterizar as bactérias; um exemplo é método de Gram.

O Gram é um corante violeta especial usada nos laboratórios para reconhecer alguns tipos de bactérias. O método de Gram divide as bactérias em 2 grandes grupos: aquelas que quando expostas ao corante ficam com a parede celular roxa, chamados de bactérias gram-positivas e aquelas que ficam com a parede rosa, chamadas de bactérias gram-negativas.

O gram é um exame de grande utilidade na prática clínica devido a rapidez com que se obtém o resultado. Enquanto a cultura demora 48 a 72h para identificar uma bactéria, o gram fica pronto em alguns minutos.

Bactérias patogênicas

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Reino dos Protistas

 
Imagem de uma ameba em microscópio eletrônico.

Os protistas são seres vivos unicelulares e eucariontes; portanto possuem núcleo individualizado, envolvido por membrana. Possuem também organelas membranosas diversas. Nesse grupo incluem-se os protozoários e as algas unicelulares.

Os Protozoários
Protozoário é uma palavra de origem grega que significa "animal primitivo". Os protozoários receberam esse nome porque, no passado, alguns deles, ao serem estudados, foram confundidos com animais.
Os protozoários são seres heterótrofos. Podem viver isolados ou formar colônias, ter vida livre ou associar-se a outros organismos, e habitam os mais variados tipos de ambiente. Algumas espécies são parasitas de seres diversos, até mesmo do ser humano.

Tipos de locomoção dos protozoários
Existem várias espécies de protozoários, e elas podem ser classificadas em vários grupos. O critério mais utilizado pelos cientistas para essa classificação é o tipo de locomoção:
  • Sarcodíneos ou Rizópodes- são protozoários que se locomovem estendendo pseudópodes, expansões em sua célula que atuam como "falsos pés". As amebas são um exemplo de sarcodíneo.
 Flagelados - são os que "nadam" com auxílio de flagelos (longos filamentos que vibram e permitem a locomoção). Um exemplo de flagelado é a giardia.
 

Protozoários flagelados do gênero Leishmania causam a leishmaníase, doença que afeta 12 milhões de pessoas no mundo
  • Ciliados - são seres que utilizam cílios (pequenos filamentos ao longo do corpo) na locomoção, como o paramécio.
 
Ilustração (a esquerda) e microscopia eletrônica (a direita) de um paramécio.
  • Esporozoários- são protozoários que não possuem estruturas de locomoção. Eles são todos parasitas e causam doenças. Entre eles está o plasmódio, causador da malária.
 

Células vermelhas do sangue infectados com o Plasmodium falciparum, causador da malária (nas setas)

Para um organismo que não tem estruturas de locomoção para capturar alimento, o parasitismo é uma adaptação importante, pois lhe permite sobreviver retirando do ser parasitado os nutrientes de que necessita.

Reprodução dos protozoários
A maioria dos protozoários apresenta reprodução assexuada, principalmente por cissiparidade. Mas algumas espécies podem se reproduzir sexuadamente.
Observe, no esquema abaixo, a reprodução assexuada de um paramécio:


Um paramécio dividindo-se em dois, reprodução assexuada por cissiparidade.

domingo, 9 de setembro de 2012

Flagelados

Barbeiro ou chupança

Barbeiro, uma das espécies transmissoras do Trypanossoma cruzi.

O flagelado é responsável pelo Mal de Chagas, que se instala no tecido conjuntivo e nas fibras musculares, especialmente no coração. Há a fase crônica na qual o parasita provoca lesão do miocárdio com dilatação do coração, alteração do ritmo cardíaco e hipotensão. Ocorrem também complicações do trato digestório e meningoencefalite. O indivíduo parasitado morre lenta ou subitamente.
A transmissão do Trypanosoma cruzi é realizada por insetos hemípteros (percevejos) pertencentes aos gêneros Triatoma, Panstrongylus e Rhodnius, conhecidos populannente por “barbeiros” ou “chupança”. Esses insetos vivem em habitações primitivas, feitas de barro e cobertas por sapé, chamadas de casas de “pau-a-pique”, onde as paredes deixam frestas que servem de esconderijos para esses animais. Podem ser encontrados em casas de madeira, galinheiros, chiqueiros e estábulos. São de hábito noturno. Durante a noite machos e fêmeas saem à procura de sangue, picando as pessoas de preferência no rosto, daí a designação de “barbeiro”.

A picada é indolor e a sucção dura entre 10 e 15 minutos; então os insetos, repletos de sangue, defecam e nas fezes estão os flagelados que provocam o Mal de Chagas. A entrada do tripanosoma ocorre pela região da picada durante o ato de coçar. A penetração também pode ocorrer pela conjuntiva, amanhecendo o indivíduo com o olho inchado, sintoma conhecido como sinal de Romaña.
Carlos Chagas, procurando saber qual seria o reservatório natural do tripanosoma, encontrou-o no sangue do tatu, em cujas tocas achou os “barbeiros” infectados. Além do tatu, descobriu os tripanosomas nos gambás, macacos, cães e gatos. A transmissão também pode ocorrer durante transfusões sangüíneas.
Profilaxia: combate ao inseto, melhoria das habitações, uso de mosquiteiros nos locais contaminados e higiene doméstica.
  • Trypanosoma brusei garnbiensis — responsável pela tripanosomose africana ou doença-do-sono. A transmissão é realizada pela mosca hematófaga tsé-tsé — Glossina palpalis. 
  • Leishmania brasiliensis — este protozoário parasita dois hospedeiros: homem e mosquito. 
No homem apresenta a forma leishmânia e no mosquisto a forma flagelada chamada leptomona. É responsável pela leishmaniose cutânea-mucosa, que provoca lesões ulcerosas na pele, conhecida em São Paulo por úlcera-de-Bauru. A transmissão é feita por mosquitos do gênero Phlebotomus (mosquito-palha, corcundinha ou Birigüi) e do gênero Lntzomya.
  • Leishnania tropica — responsável pela leishmaniose cutânea (botão do oriente), doença que provoca lesões no tecido cutâneo. É transmitida pela picada dos mosquitos do gênero Phlebotomus. 
  • Leishmania donovani — provoca a leishmaniose visceral, levando a infecções no baço e fígado; também transmitida pelo Phlebotomus.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Decodificar para combater

Grupo internacional decifra genoma do ‘Schistossoma haematobium’, um dos três maiores causadores da esquistossomose. O objetivo agora é a criação de medicamentos capazes de combater todos os parasitas da doença ao mesmo tempo.

Dra: Ana Carolina Correia.

Consórcio internacional sequencia genoma do parasita ‘S. haematobium’ e abre espaço para novos trabalhos e medicamentos mais eficazes contra a esquistossomose. (foto: Wikimedia Commons)
A esquistossomose do aparelho urinário, causada pelo Schistossoma haematobium, é uma das mais perigosas formas da doença, podendo evoluir para o câncer de bexiga e até mesmo facilitar a contaminação pelo vírus HIV. A boa notícia é que o genoma do parasita acaba de ser sequenciado, abrindo caminho para novas pesquisas e medicamentos mais eficazes.
Pesquisadores de consórcio internacional que inclui cientistas australianos, chineses e brasileiros utilizaram um par de vermes femininos do S. haematobium e tecnologia de última geração para realizar o sequenciamento.
“Embora digamos que todo o genoma foi identificado, ele ainda contém gaps ou falhas”
A partir das sequências geradas, produziram o genoma do parasita em duas etapas. Na primeira, fizeram uma montagem incluindo todas as sequências. Em seguida, realizaram montagens locais para ligar os fragmentos gerados na primeira rodada. Depois, compararam o material com os genomas já disponíveis do S. mansoni e do S. japonicum, outros dois parasitas causadores da esquistossomose e similares ao S. haematobium.
“Embora digamos que todo o genoma foi identificado, ele ainda contém gaps ou falhas”, explica Guilherme Oliveira, biologista molecular da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Belo Horizonte e coautor do estudo, publicado na edição atual da revista Nature Genetics.
Tão importante quanto decifrar o genoma da espécie, é levar em conta a expressão dos genes em todas as suas fases de vida – a larval, de verme adulto e de ovo. A equipe analisou os diversos genes expressos em cada um desses estágios. “Não adianta termos um alvo para novas drogas se o gene não é expresso e a proteína produzida na fase de vida de interesse”, ressalta Oliveira, lembrando que os estágios em que a espécie deve ser atacada são o larval e o de verme adulto.
Formas adultas do Schistosoma mansoni
Formas adultas do 'Schistosoma mansoni', parasita causador da esquistossomose, presente na América do Sul, inclusive no Brasil, e na África. Par de macho e fêmea na esquerda, fêmea ao centro e macho à direita. (foto: Wikimedia Commons)

Remédio único

“O sequenciamento do genoma é a apenas o começo”, garante o biologista molecular. Atualmente, o único tratamento conhecido contra a esquistossomose é o comprimido praziquantel. “Com essa pesquisa procuramos encontrar novos medicamentos, já que se a população adquirir resistência a essa droga, estaremos sem nada.”
Procuramos encontrar novos medicamentos, já que se a população adquirir resistência ao praziquantel, estaremos sem nada
Além disso, com os genomas dos maiores causadores da esquistossomose – o S. mansoni, o S. japonicum e S. haematobium – decifrados, pretende-se agora gerar um amplo material para a produção de medicamentos eficientes contra as três espécies de importância médica.
O genoma dos três parasitas responsáveis pela disseminação da doença pode ser acessado no banco de dados disponibilizado pelo grupo de pesquisadores por meio do site do Centro de Excelência em Bioinformática da Fiocruz.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Parasitoses Intestinais


São doenças causadas por vermes e protozoários. A contaminação se dá de várias formas, sendo que a principal é a ingestão de alimentos ou água contaminada e através da pele por ferimentos pequenos.
Seja pela ausência ou precariedade de saneamento básico, seja por questões que envolvam os cuidados com higiene individual ou de instalações (reservatórios para água e meios de preparo/ conservação dos alimentos), tudo aquilo que ingerimos pode estar contaminado por microorganismos e causar doenças. É importante destacar o fato de que o número de casos dessas doenças é sempre bem maior nas áreas de baixas condições sócio-econômicas e carência de saneamento básico, incluindo-se o tratamento da água, do esgoto, do lixo e o controle de vetores, particularmente moscas, ratos e baratas.

Sintomas

De modo geral, a maioria das pessoas infectadas se apresenta com quadro de dor abdominal, cólicas, náuseas, vômitos, diarréias, perda de peso, anemia, febre e sintomas respiratórios. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários específicos após a identificação do agente causador.

Prevenção

A prevenção das parasitoses exige medidas simples, mas é preciso que se crie o hábito de executá-las rotineiramente.

As principais são:

Lavar as mãos antes das refeições, antes de manipular e preparar alimentos, antes do cuidado de crianças e após ir ao banheiro ou trocar fraldas
Andar sempre com os pés calçados
Cozinhar bem os alimentos. Carnes somente bem passadas
Lavar com água potável os alimentos que serão consumidos crus e se possível deixe-os de molho por 30 minutos em água com hipoclorito de sódio a 2,5%
Beber somente água filtrada ou fervida
Manter limpa a casa e terreno ao redor, evitando a presença de insetos e ratos
Conservar as mãos sempre limpas, as unhas aparadas, evitar colocar a mão na boca
Não deixar as crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou água poluída.
Do ponto de vista da comunidade, a prevenção se faz através de:
Educação para a saúde
Proibição do uso de fezes humanas para adubo
Saneamento básico a toda população
Condições de moradia compatíveis com uma vida saudável
Fonte: bvsms.saude.gov.br

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Apresentação de Annita

Pó para suspensão oral - Embalagem contendo pó para 45 ml ou 100 ml, após reconstituição.
Comprimido revestido - Embalagem contendo 6 ou 14 comprimidos revestidos.
USO ADULTO E PEDIATRICO
USO ORAL
Composição
Cada comprimido revestido contém:
nitazoxanida.................................................................................................. 500 mg;
excipientes q.s.p...................................................................1 comprimido revestido. (amido, amido pré-gelatinizado hipromelose, sacarose, amidoglicolato de sódio, água, talco, estearato de magnésio, ácido metacrílico , eudracolor amarelo, álcool isopropílico, trietilcitrato e acetona).
Cada ml de suspensão reconstituída contém:
nitazoxanida.....................................................................................................20 mg;
excipientes q.s.p...................................................................................................1 ml (benzoato de sódio, sacarose, goma xantana, celulose microcristalina, ácido cítrico, citrato de sódio diidratado, corante vermelho nº 33, e aroma de morango)


Annita - Indicações

Gastroenterites virais - Annita® é indicado no tratamento das gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus.
Helmintíases – Annita® é um anti-helmíntico efetivo contra nematódeos, cestódeos e trematódeos, indicado no tratamento de Enterobius vermiculares, Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercolaris, Ancilostomíase, Trichuris trichiura, Taenia sp, Hymenolepis nana.
Amebíases – Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por amebíases intestinais agudas ou disenteria amebiana causada pelo complexo Entamoeba histolytica/dispar.
Giardíases - Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por Giardia lamblia ou Giardia intestinalis.

Criptosporidíase – Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por Crysptosporidium parvum Annita® é também indicado no tratamento do Blastocistis hominis, Balantidium coli e Isospora belli

Contra-indicações de Annita

A forma farmacêutica comprimido revestido não deve ser administrada em crianças de zero a 11 anos.
Diabetes, doença hepática ou doença renal.
Pacientes com história de hipersensibilidade e/ou alergia à nitazoxanida ou aos componentes da fórmula


Advertências

O uso de Annita® com anticoagulantes do tipo cumarínicos como a varfarina e com o anticonvulsivante fenitoína deve ser avaliado com cautela.
Annita® pode produzir alteração da cor dos fluidos fisiológicos (ex: urina, esperma) para amarelo esverdeado, sem qualquer significado clínico. Isto se deve à coloração de alguns dos componentes da fórmula. Se a cor alterada persistir após o término do uso do medicamento, procure o médico.

Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes.


Interações medicamentosas de Annita

O uso de Annita® com anticoagulantes cumarínicos como a varfarina e com o anticonvulsivante fenitoína deve ser avaliado com cautela.
Não existem interações com o citocromo CYP 450, não havendo, portanto, contra-indicação de uso concomitante com outros medicamentos.


Reações adversas / Efeitos colaterais de Annita

Gastrointestinal
Muito comum: mal estar abdominal inespecífico e dor abdominal tipo cólica.
Incomum: vômitos e diarréia
Rara: constipação, flatulência e náuseas, dispepsia
Glandular
Comum: Hiperidrose
Nervoso
Incomum: cefaléia
Rara: insônia, desmaios, tremores
Metabólico/Nutricional
Muito comum: alterações de apetite (diminuição ou perda)
Rara: aumento do apetite
Imunológico
Rara: aumento do apetite
Reprodutor
Rara: metrorragia, amenorréia
Geral
Rara: dor nas costas, câimbra nas pernas, mialgia, dor de ouvido, febre, calafrios
Renal e urinário
Rara: doença renal, disúria, descoloração da urina
Cardiovascular
Rara: hipertensão, taquicardia

Dermatológico
Rara: prurido da pele e rash cutâneo


Annita - Posologia

Suspensão oral IndicaçãoIdadeDosagemDuração
Gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus
Crianças acima de 12 meses (1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por Kg - 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Helmintíases, amebíase, giardíase, isosporíase, balantidíase, blastocistose.
Crianças acima de 12 meses (1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes sem imunodepressão.
Crianças acima de 12 meses (1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidías em
pacientes imunodeprimidos, se a contagem de CD4 for superior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 meses (1 ano)
7,5 mg por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
14 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos,
Crianças acima de 12 meses (1
7,5 mg por kg, 2 vezes por dia (a
deve-se manter a medicação
por, no mínimo, 8 semanas ou até a resolução dos sintomas e negativação dos oocistos.



Superdosagem

As manifestações são locais, no aparelho digestivo. Pode-se proceder à lavagem gástrica e administrar hidróxido de alumínio com magnésio.

Características farmacológicas

Características farmacológicas
Farmacodinâmica
Após administração oral em humanos, a nitazoxanida é rapidamente hidrolisada em seu metabólito ativo, a tizoxanida (diacetil-nitazoxanida). A nitazoxanida e seu metabólito são facilmente reduzidos pela enzima piruvato-ferrodoxina oxidoredutase a partir de parasitas por transferência de elétrons. Esta forma reduzida da nitazoxanida priva os parasitas de suas energias e assim os erradica. Sabe-se que um dos mecanismos de
ação da nitazoxanida é a ação inibitória direta da enzima piruvato ferredoxina oxidoredutase (PFOR). A ação sobre vírus deve-se à inibição da síntese da estrutura viral chamada de proteína 7 em sua interação com a célula, bloqueando a habilidade do vírus em se multiplicar. É possível que outros mecanismos ainda não esclarecidos sejam responsáveis por sua ação sobre vírus.
O modo de ação da nitazoxanida contra os helmintos ocorre através da inibição da polimerização da tubulina no parasita. A atividade antiprotozoária de Annita® (nitazoxanida) deve-se à interferência na enzima piruvato-ferredoxina-oxidoredutase (PFOR), bloqueando a transferência de elétrons. Este mecanismo de ação é muito peculiar e dificulta o desenvolvimento de resistência. A interferência com a reação de transferência de elétrons enzima piruvato-ferredoxina-oxidoredutase dependente pode não ser a única via pela qual a nitazoxanida exibe a atividade anti-protozoária.
Farmacocinética


Após a administração oral, a nitazoxanida é rapidamente absorvida no trato intestinal e totalmente hidrolizada em um metabólito ativo, a tizoxanida, que é então conjugada (glucoronídeo tizoxanida), atingindo picos de concentração plasmática em 1 a 4 horas. A tizoxanida é excretada de forma inalterada pela urina nas 24 horas seguintes, e não é detectada no plasma. A excreção também ocorre através da bile e das fezes. Mais de 99% da tizoxanida estão ligados a proteínas plasmáticas.
Estudos in vitro demonstraram que a tizoxanida não possui efeito inibitório significativo sobre as enzimas do citocromo P450.


A farmacocinética da nitazoxanida não foi estudada em pacientes pediátricos menores que um ano de idade, assim como em pacientes com deficiência hepática e ou função renal.

Resultados de eficácia

Um estudo1 multicêntrico aberto incluiu 546 pacientes com coproscopia positiva para as mais variadas parasitoses intestinais. As doses de nitazoxanida utilizadas foram: 500 mg, por via oral, duas vezes ao dia, por três dias consecutivos para adultos; 5ml (100 mg), de 12 em 12 horas para crianças de um a três anos e 10 ml (200 mg), de 12 em 12 horas, para crianças de quatro a 11 anos. As taxas de erradicação foram: Enterobius vermicularis - 95%, Ascaris lumbricoides - 95%, Ancylostoma duodenale - 96%, Trichuris trichiura - 86% e Strongyloides stercoralis - 94%. A tolerabilidade foi considerada boa, com 14,5% de eventos adversos leves (náuseas, cefaléia, vertigem, vômito, dor abdominal e diarréia).
Cabello et al.2 avaliaram a eficácia da nitazoxanida no tratamento de infestações helmínticas (7,5 mg/kg, de
12 em 12 horas, por três dias) e observou taxas de cura de até 100% para ascaridíase e isosporíase e de 78% e 80% para trichuríase e enterobíase, respectivamente.
Um estudo de Rossignol & Maisonneuve3 avaliou a eficácia da nitazoxanida em pacientes portadores de Taenia saginata e Hymenolepis nana. Foram estudados 22 pacientes infestados com T.saginata, que receberam 30mg/kg de nitazoxanida. Os autores encontraram um índice de cura de 95% com seguimento clínico por um período de 90 dias. Ainda neste estudo, em 18 pacientes infestados por H.nana, a eficácia foi de 90%, para a dose de 50 mg/kg de nitazoxanida. A tolerabilidade foi considerada boa, com apenas três pacientes apresentando eventos adversos leves (náusea, dor epigástrica e diarréia).
Rossignol et al4 demonstraram a eficácia da nitazoxanida para o tratamento da diarréia causada por C parvum em uma população imunocompetente. Um curso de três dias de tratamento reduziu a duração da diarréia e da excreção de oocistos. A eficácia e a segurança foram relatadas em crianças, adolescentes e
adultos. Os eventos adversos relatados foram semelhantes àqueles do grupo placebo.
Em um estudo5 multicêntrico, Rossignol avaliou a eficácia e a segurança da nitazoxanida em 365 pacientes a partir de três anos de idade com síndrome de imunodeficiência adquirida e criptosporidíase, que receberam doses de 500 a 1500 mg de nitazoxanida, duas vezes por dia. A duração do tratamento foi, em média, de 62 dias. Observou-se resposta clínica mantida durante o tratamento em 59% dos casos. Não foram registrados eventos adversos graves.


Em outro estudo6 prospectivo, randomizado, duplo-cego e placebo controlado, foi avaliada a eficácia e a tolerabilidade da nitazoxanida comparada ao placebo para tratar diarréias causadas por Giardia intestinalis e Entamoeba histolytica/dispar. Foram analisadas 725 amostras de fezes, de 91 pacientes entre 12 e 65 anos, que fizeram uso da nitazoxanida na dose de 500 mg, de 12 em 12 horas, por três dias consecutivos. Observou-se uma eficácia geral de 81% contra 40% do grupo placebo para ambas as verminoses (p < 0,0002).


Um estudo7 conduzido por Diaz et al. revelou taxa de cura de 97% para os pacientes portadores de blastocistose em crianças de dois a 14 anos de idade.
Em uma coorte1 de pacientes no Egito foi identificada a presença de Balantidium coli nas fezes em 13 casos, cuja erradicação da infecção foi de 77%.
Em estudo randomizado8, duplo-cego, controlado por placebo, envolvendo 50 crianças com idade entre cinco meses e sete anos, Rossignol et al avaliaram a eficácia e segurança da nitazoxanida na gastroenterite por Rotavírus. A dose de 7,5 mg/kg, duas vezes ao dia por três dias mostrou-se segura e mais eficaz que o placebo na redução da duração da diarréia (31h vs 75h, respectivamente).
Em outro estudo randomizado9, duplo-cego, controlado por placebo, envolvendo 50 adultos e crianças acima de 12 anos, Rossignol & El-Gohary avaliaram a eficácia e segurança da nitazoxanida nas gastroenterites virais, incluindo as causadas por Rotavírus e Norovírus. A dose de 500 mg, duas vezes ao dia por três dias mostrou-se segura e mais eficaz que o placebo na redução da duração da diarréia.


Modo de usar

Annita® deve ser administrado com alimentos, o que garante uma elevada absorção do medicamento.
Modo de preparo
Prepare a suspensão imediatamente antes de ingerí-la pela primeira vez, conforme instrução abaixo:
1 – Agite vigorosamente o frasco ainda fechado, para soltar o pó do fundo.
2 – Adicione água fervida ou filtrada, até a marcação indicada no rótulo.
3 – Coloque o adaptador para seringa no frasco.
4 – Tampe o frasco e agite vigorosamente para obtenção de uma suspensão homogênea. Se necessário, adicione novamente água filtrada, até a marcação indicada no rótulo e agite para homogeneizar.
5 – O volume da suspensão deve ser medido com a seringa. Ajuste a seringa no orifício da tampa interna do frasco, vire-o de cabeça para baixo e puxe o êmbolo até o volume prescrito por seu médico.
6 – A suspensão pode ser administrada diretamente da seringa à boca ou, se desejado, pode ser transferida para a colher antes da administração.
Após o uso, a seringa deve ser lavada com água corrente e guardada para a próxima dosagem.
A suspensão pode ser guardada por sete dias após seu preparo. Qualquer quantidade não utilizada deve ser descartada após esse período.

Antes de cada administração a suspensão deve ser bem agitada.
Aspecto físico
Comprimidos: oblongos, de cor amarelo-claro
Pó para suspensão oral: cristalino, amarelo
Características organolépticas
Comprimidos: odor característico
Pó para suspensão oral: odor ligeiramente ácido.


Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Não há estudos com pacientes acima de 65 anos. Ao se prescrever Annita® deve-se considerar a capacidade renal, hepática e cardíaca, a presença de outras doenças e a utilização concomitante de outras drogas.

Armazenagem

Annita® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), em sua embalagem original. Proteger da umidade.
Após reconstituição, a suspensão oral deve ser mantida firmemente fechada.
Annita®, suspensão oral, deve ser consumido em até sete dias após reconstituição.
Após reconstituição, a suspensão oral deve ser mantida firmemente fechada.


Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Número do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho
MS: 1.0390.0173
Farm. Resp.: Dra. Marcia Weiss I. Campos – CRF-RJ n° 4499
Fabricado por:
FARMOQUIMICA S/A
Rua Viúva Claudio n° 300 – Rio de Janeiro – RJ
Indústria Brasileira
CNPJ: 33.349.473/0003-10
SAC 0800 25 01 10


Annita - Bula para o Paciente

Como este medicamento funciona?
Annita® age contra vermes por meio da inibição de uma enzima indispensável à vida do parasita. O mesmo parece ocorrer em relação aos protozoários, embora outros mecanismos ainda não totalmente esclarecidos
possam estar envolvidos. A ação sobre vírus se dá através da inibição da síntese da estrutura viral, bloqueando a habilidade do vírus de se multiplicar. O tempo médio de ação do medicamento está estimado entre duas a quatro horas após a sua administração.
Por que este medicamento foi indicado?
Gastroenterites virais - Annita® é indicado no tratamento das gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus.
Helmintíases – Annita® é um anti-helmíntico efetivo contra nematódeos, cestódeos e trematódeos, indicado no tratamento de Enterobius vermiculares, Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercolaris, Ancilostomíase, Trichuris trichiura, Taenia sp, Hymenolepis nana.
Amebíases – Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por amebíases intestinais agudas ou disenteria amebiana causada pelo complexo Entamoeba histolytica/dispar.
Giardíases - Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por Giardia lamblia ou Giardia intestinalis.

Criptosporidíase – Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por Crysptosporidium parvum
Annita® é também indicado no tratamento do Blastocistis hominis, Balantidium coli e Isospora belli
Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações
Annita® não deve ser administrado nas situações a seguir:
A forma farmacêutica comprimido revestido é contra-indicada para crianças com onze anos ou mais jovens.
Annita® não deve ser utilizado por pacientes com diabetes, doença hepática ou doença renal.
Hipersensibilidade e/ou alergia a qualquer um dos componentes da fórmula.

Advertências As seguintes medidas de higiene são recomendadas no combate às parasitoses
Lavar bem as frutas e verduras e cozinhá-las bem.
Lavar bem os utensílios domésticos.

Manter os alimentos e depósitos de água cobertos.
Manter as mãos sempre limpas e as unhas cortadas, evitar levá-las a boca e lavá-las antes das refeições e após ir ao banheiro.
Utilizar água tratada, filtrada ou fervida e não beber água em recipientes impróprios.
Manter local adequado para depósito de fezes humanas ou de animais (fossas e latrinas), evacuar em local apropriado (vaso sanitário) e manter as instalações sanitárias limpas.
Não utilizar fezes humanas como adubo.
Não comer carne suína e/ou bovina crua ou mal cozida.

Não adquirir carne de procedência duvidosa (comprar em estabelecimentos comerciais idôneos, que recebem carnes de criadouros ou frigoríficos regularizados e inspecionados periodicamente).
Não andar com os pés descalços

Precauções
O uso de Annita® com anticoagulantes do tipo cumarínicos como a varfarina e com o anticonvulsivante fenitoína deve ser avaliado com cautela.
Interações medicamentosas
Não existem interações com o citocromo CYP 450, não havendo, portanto, contra-indicação de uso concomitante com outros medicamentos. Observar o item Precauções em relação à administração com anticoagulantes e anticonvulsivantes.
Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes.
Informe seu médico do aparecimento de reações indesejáveis.
Informe seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Como devo usar este medicamento?
Annita® deve ser administrado com alimentos, o que garante uma elevada absorção do medicamento.
Aspecto físico
Comprimidos: oblongos, de cor amarelo-claro
Pó para suspensão oral: cristalino, amarelo
Características organolépticas
Comprimidos: odor característico
Pó para suspensão oral: odor ligeiramente ácido.

Suspensão oral IndicaçãoIdadeDosagemDuração
Gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por Kg - 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Helmintíases, amebíase, giardíase, isosporíase, balantidíase, blastocistose.
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes sem imunodepressão.
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos, se a contagem de CD4 for superior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
7,5 mg por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
14 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos, se a contagem de CD4 for inferior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
7,5 mg por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
Deve-se manter a medicação por, no mínimo, 8 semanas ou
até a resolução dos sintomas e negativação dos oocistos.

 Comprimido revestido
IndicaçãoIdadeDosagemDuração
Gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus
Crianças acima de 12 anos e adultos
1 comprimido (500 mg), 2 vezes ao dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Helmintíases, amebíase, giardíase, isosporíase, balantidíase, blastocistose
Crianças acima de 12 anos e adultos
1 comprimido (500 mg), 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes sem imunodepressão.
Crianças acima de 12 anos e adultos
1 comprimido (500 mg), 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos, se a contagem de CD4 for superior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 anos e adultos
500 a 1000 mg, 2 vezes por dia
(a cada 12 horas)
14 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos,
se a contagem de CD4 for inferior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 anos e adultos
500 a 1000 mg, 2 vezes por dia
(a cada 12 horas)
Deve-se manter a medicação por, no mínimo, 8 semanas ou até a resolução dos sintomas e negativação dos oocistos.


Modo de preparo
Suspensão oral
Prepare a suspensão imediatamente antes de ingeri-la pela primeira vez, conforme instrução abaixo:
1 – Agite vigorosamente o frasco ainda fechado, para soltar o pó do fundo.
2 – Adicione água fervida ou filtrada, até a marcação indicada no rótulo.
3 – Coloque o adaptador para seringa no frasco.
4 – Tampe o frasco e agite vigorosamente para obtenção de uma suspensão homogênea. Se necessário, adicione novamente água filtrada, até a marcação indicada no rótulo e agite para homogeneizar.
5 – O volume da suspensão deve ser medido com a seringa. Ajuste a seringa no orifício da tampa interna do frasco, vire-o de cabeça para baixo e puxe o êmbolo até o volume prescrito por seu médico.
6 – A suspensão pode ser administrada diretamente da seringa à boca ou, se desejado, pode ser transferida para a colher antes da administração.
Após o uso, lave a seringa em água corrente e guarde-a para a próxima dosagem.
A suspensão pode ser guardada por 7 dias após seu preparo. Qualquer quantidade não utilizada deve ser descartada após esse período.
Antes de cada administração a suspensão deve ser bem agitada.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar,observe o aspecto do medicamento.
Que males este medicamento pode causar?
As reações adversas mais comumente relatadas (em cerca de 8% dos pacientes) ocorrem no trato gastrointestinal. Particularmente náuseas, algumas vezes acompanhadas de dor de cabeça, diminuição ou perda do apetite, ocasionalmente vômitos, mal estar abdominal inespecífico e dor abdominal tipo cólica.
Annita® pode produzir alteração da cor dos fluidos fisiológicos (Ex: urina, esperma) para amarelo esverdeado, sem qualquer significado clínico. Isto se deve à coloração de alguns dos componentes da fórmula. Se a cor alterada persistir após o término do uso do medicamento, procure o médico.
ATENÇÃO: ESTE É UM MEDICAMENTO NOVO E, EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA ACEITÁVEIS PARA COMERCIALIZAÇÃO, EFEITOS INDESEJÁVEIS E NÃO CONHECIDOS PODEM OCORRER. NESTE CASO, INFORME SEU MÉDICO.
O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
As manifestações são locais, no aparelho digestivo. Recomenda-se proceder com lavagem gástrica e administrar hidróxido de alumínio com magnésio.
Onde e como devo guardar este medicamento?
Cuidados de conservação
Annita® deve ser conservado em sua embalagem original. Em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e lugar seco.
Após reconstituição, a suspensão oral deve ser mantida firmemente fechada.
Prazo de validade
Comprimido revestido
24 meses após a data de fabricação impressa no cartucho.
Pó para suspensão oral
24 meses após a data de fabricação impressa no cartucho.
Annita®, suspensão oral, deve ser consumido em até sete dias após reconstituição.


TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS