domingo, 9 de setembro de 2012

Flagelados

Barbeiro ou chupança

Barbeiro, uma das espécies transmissoras do Trypanossoma cruzi.

O flagelado é responsável pelo Mal de Chagas, que se instala no tecido conjuntivo e nas fibras musculares, especialmente no coração. Há a fase crônica na qual o parasita provoca lesão do miocárdio com dilatação do coração, alteração do ritmo cardíaco e hipotensão. Ocorrem também complicações do trato digestório e meningoencefalite. O indivíduo parasitado morre lenta ou subitamente.
A transmissão do Trypanosoma cruzi é realizada por insetos hemípteros (percevejos) pertencentes aos gêneros Triatoma, Panstrongylus e Rhodnius, conhecidos populannente por “barbeiros” ou “chupança”. Esses insetos vivem em habitações primitivas, feitas de barro e cobertas por sapé, chamadas de casas de “pau-a-pique”, onde as paredes deixam frestas que servem de esconderijos para esses animais. Podem ser encontrados em casas de madeira, galinheiros, chiqueiros e estábulos. São de hábito noturno. Durante a noite machos e fêmeas saem à procura de sangue, picando as pessoas de preferência no rosto, daí a designação de “barbeiro”.

A picada é indolor e a sucção dura entre 10 e 15 minutos; então os insetos, repletos de sangue, defecam e nas fezes estão os flagelados que provocam o Mal de Chagas. A entrada do tripanosoma ocorre pela região da picada durante o ato de coçar. A penetração também pode ocorrer pela conjuntiva, amanhecendo o indivíduo com o olho inchado, sintoma conhecido como sinal de Romaña.
Carlos Chagas, procurando saber qual seria o reservatório natural do tripanosoma, encontrou-o no sangue do tatu, em cujas tocas achou os “barbeiros” infectados. Além do tatu, descobriu os tripanosomas nos gambás, macacos, cães e gatos. A transmissão também pode ocorrer durante transfusões sangüíneas.
Profilaxia: combate ao inseto, melhoria das habitações, uso de mosquiteiros nos locais contaminados e higiene doméstica.
  • Trypanosoma brusei garnbiensis — responsável pela tripanosomose africana ou doença-do-sono. A transmissão é realizada pela mosca hematófaga tsé-tsé — Glossina palpalis. 
  • Leishmania brasiliensis — este protozoário parasita dois hospedeiros: homem e mosquito. 
No homem apresenta a forma leishmânia e no mosquisto a forma flagelada chamada leptomona. É responsável pela leishmaniose cutânea-mucosa, que provoca lesões ulcerosas na pele, conhecida em São Paulo por úlcera-de-Bauru. A transmissão é feita por mosquitos do gênero Phlebotomus (mosquito-palha, corcundinha ou Birigüi) e do gênero Lntzomya.
  • Leishnania tropica — responsável pela leishmaniose cutânea (botão do oriente), doença que provoca lesões no tecido cutâneo. É transmitida pela picada dos mosquitos do gênero Phlebotomus. 
  • Leishmania donovani — provoca a leishmaniose visceral, levando a infecções no baço e fígado; também transmitida pelo Phlebotomus.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Decodificar para combater

Grupo internacional decifra genoma do ‘Schistossoma haematobium’, um dos três maiores causadores da esquistossomose. O objetivo agora é a criação de medicamentos capazes de combater todos os parasitas da doença ao mesmo tempo.

Dra: Ana Carolina Correia.

Consórcio internacional sequencia genoma do parasita ‘S. haematobium’ e abre espaço para novos trabalhos e medicamentos mais eficazes contra a esquistossomose. (foto: Wikimedia Commons)
A esquistossomose do aparelho urinário, causada pelo Schistossoma haematobium, é uma das mais perigosas formas da doença, podendo evoluir para o câncer de bexiga e até mesmo facilitar a contaminação pelo vírus HIV. A boa notícia é que o genoma do parasita acaba de ser sequenciado, abrindo caminho para novas pesquisas e medicamentos mais eficazes.
Pesquisadores de consórcio internacional que inclui cientistas australianos, chineses e brasileiros utilizaram um par de vermes femininos do S. haematobium e tecnologia de última geração para realizar o sequenciamento.
“Embora digamos que todo o genoma foi identificado, ele ainda contém gaps ou falhas”
A partir das sequências geradas, produziram o genoma do parasita em duas etapas. Na primeira, fizeram uma montagem incluindo todas as sequências. Em seguida, realizaram montagens locais para ligar os fragmentos gerados na primeira rodada. Depois, compararam o material com os genomas já disponíveis do S. mansoni e do S. japonicum, outros dois parasitas causadores da esquistossomose e similares ao S. haematobium.
“Embora digamos que todo o genoma foi identificado, ele ainda contém gaps ou falhas”, explica Guilherme Oliveira, biologista molecular da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Belo Horizonte e coautor do estudo, publicado na edição atual da revista Nature Genetics.
Tão importante quanto decifrar o genoma da espécie, é levar em conta a expressão dos genes em todas as suas fases de vida – a larval, de verme adulto e de ovo. A equipe analisou os diversos genes expressos em cada um desses estágios. “Não adianta termos um alvo para novas drogas se o gene não é expresso e a proteína produzida na fase de vida de interesse”, ressalta Oliveira, lembrando que os estágios em que a espécie deve ser atacada são o larval e o de verme adulto.
Formas adultas do Schistosoma mansoni
Formas adultas do 'Schistosoma mansoni', parasita causador da esquistossomose, presente na América do Sul, inclusive no Brasil, e na África. Par de macho e fêmea na esquerda, fêmea ao centro e macho à direita. (foto: Wikimedia Commons)

Remédio único

“O sequenciamento do genoma é a apenas o começo”, garante o biologista molecular. Atualmente, o único tratamento conhecido contra a esquistossomose é o comprimido praziquantel. “Com essa pesquisa procuramos encontrar novos medicamentos, já que se a população adquirir resistência a essa droga, estaremos sem nada.”
Procuramos encontrar novos medicamentos, já que se a população adquirir resistência ao praziquantel, estaremos sem nada
Além disso, com os genomas dos maiores causadores da esquistossomose – o S. mansoni, o S. japonicum e S. haematobium – decifrados, pretende-se agora gerar um amplo material para a produção de medicamentos eficientes contra as três espécies de importância médica.
O genoma dos três parasitas responsáveis pela disseminação da doença pode ser acessado no banco de dados disponibilizado pelo grupo de pesquisadores por meio do site do Centro de Excelência em Bioinformática da Fiocruz.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Parasitoses Intestinais


São doenças causadas por vermes e protozoários. A contaminação se dá de várias formas, sendo que a principal é a ingestão de alimentos ou água contaminada e através da pele por ferimentos pequenos.
Seja pela ausência ou precariedade de saneamento básico, seja por questões que envolvam os cuidados com higiene individual ou de instalações (reservatórios para água e meios de preparo/ conservação dos alimentos), tudo aquilo que ingerimos pode estar contaminado por microorganismos e causar doenças. É importante destacar o fato de que o número de casos dessas doenças é sempre bem maior nas áreas de baixas condições sócio-econômicas e carência de saneamento básico, incluindo-se o tratamento da água, do esgoto, do lixo e o controle de vetores, particularmente moscas, ratos e baratas.

Sintomas

De modo geral, a maioria das pessoas infectadas se apresenta com quadro de dor abdominal, cólicas, náuseas, vômitos, diarréias, perda de peso, anemia, febre e sintomas respiratórios. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários específicos após a identificação do agente causador.

Prevenção

A prevenção das parasitoses exige medidas simples, mas é preciso que se crie o hábito de executá-las rotineiramente.

As principais são:

Lavar as mãos antes das refeições, antes de manipular e preparar alimentos, antes do cuidado de crianças e após ir ao banheiro ou trocar fraldas
Andar sempre com os pés calçados
Cozinhar bem os alimentos. Carnes somente bem passadas
Lavar com água potável os alimentos que serão consumidos crus e se possível deixe-os de molho por 30 minutos em água com hipoclorito de sódio a 2,5%
Beber somente água filtrada ou fervida
Manter limpa a casa e terreno ao redor, evitando a presença de insetos e ratos
Conservar as mãos sempre limpas, as unhas aparadas, evitar colocar a mão na boca
Não deixar as crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou água poluída.
Do ponto de vista da comunidade, a prevenção se faz através de:
Educação para a saúde
Proibição do uso de fezes humanas para adubo
Saneamento básico a toda população
Condições de moradia compatíveis com uma vida saudável
Fonte: bvsms.saude.gov.br

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Apresentação de Annita

Pó para suspensão oral - Embalagem contendo pó para 45 ml ou 100 ml, após reconstituição.
Comprimido revestido - Embalagem contendo 6 ou 14 comprimidos revestidos.
USO ADULTO E PEDIATRICO
USO ORAL
Composição
Cada comprimido revestido contém:
nitazoxanida.................................................................................................. 500 mg;
excipientes q.s.p...................................................................1 comprimido revestido. (amido, amido pré-gelatinizado hipromelose, sacarose, amidoglicolato de sódio, água, talco, estearato de magnésio, ácido metacrílico , eudracolor amarelo, álcool isopropílico, trietilcitrato e acetona).
Cada ml de suspensão reconstituída contém:
nitazoxanida.....................................................................................................20 mg;
excipientes q.s.p...................................................................................................1 ml (benzoato de sódio, sacarose, goma xantana, celulose microcristalina, ácido cítrico, citrato de sódio diidratado, corante vermelho nº 33, e aroma de morango)


Annita - Indicações

Gastroenterites virais - Annita® é indicado no tratamento das gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus.
Helmintíases – Annita® é um anti-helmíntico efetivo contra nematódeos, cestódeos e trematódeos, indicado no tratamento de Enterobius vermiculares, Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercolaris, Ancilostomíase, Trichuris trichiura, Taenia sp, Hymenolepis nana.
Amebíases – Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por amebíases intestinais agudas ou disenteria amebiana causada pelo complexo Entamoeba histolytica/dispar.
Giardíases - Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por Giardia lamblia ou Giardia intestinalis.

Criptosporidíase – Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por Crysptosporidium parvum Annita® é também indicado no tratamento do Blastocistis hominis, Balantidium coli e Isospora belli

Contra-indicações de Annita

A forma farmacêutica comprimido revestido não deve ser administrada em crianças de zero a 11 anos.
Diabetes, doença hepática ou doença renal.
Pacientes com história de hipersensibilidade e/ou alergia à nitazoxanida ou aos componentes da fórmula


Advertências

O uso de Annita® com anticoagulantes do tipo cumarínicos como a varfarina e com o anticonvulsivante fenitoína deve ser avaliado com cautela.
Annita® pode produzir alteração da cor dos fluidos fisiológicos (ex: urina, esperma) para amarelo esverdeado, sem qualquer significado clínico. Isto se deve à coloração de alguns dos componentes da fórmula. Se a cor alterada persistir após o término do uso do medicamento, procure o médico.

Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes.


Interações medicamentosas de Annita

O uso de Annita® com anticoagulantes cumarínicos como a varfarina e com o anticonvulsivante fenitoína deve ser avaliado com cautela.
Não existem interações com o citocromo CYP 450, não havendo, portanto, contra-indicação de uso concomitante com outros medicamentos.


Reações adversas / Efeitos colaterais de Annita

Gastrointestinal
Muito comum: mal estar abdominal inespecífico e dor abdominal tipo cólica.
Incomum: vômitos e diarréia
Rara: constipação, flatulência e náuseas, dispepsia
Glandular
Comum: Hiperidrose
Nervoso
Incomum: cefaléia
Rara: insônia, desmaios, tremores
Metabólico/Nutricional
Muito comum: alterações de apetite (diminuição ou perda)
Rara: aumento do apetite
Imunológico
Rara: aumento do apetite
Reprodutor
Rara: metrorragia, amenorréia
Geral
Rara: dor nas costas, câimbra nas pernas, mialgia, dor de ouvido, febre, calafrios
Renal e urinário
Rara: doença renal, disúria, descoloração da urina
Cardiovascular
Rara: hipertensão, taquicardia

Dermatológico
Rara: prurido da pele e rash cutâneo


Annita - Posologia

Suspensão oral IndicaçãoIdadeDosagemDuração
Gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus
Crianças acima de 12 meses (1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por Kg - 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Helmintíases, amebíase, giardíase, isosporíase, balantidíase, blastocistose.
Crianças acima de 12 meses (1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes sem imunodepressão.
Crianças acima de 12 meses (1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidías em
pacientes imunodeprimidos, se a contagem de CD4 for superior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 meses (1 ano)
7,5 mg por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
14 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos,
Crianças acima de 12 meses (1
7,5 mg por kg, 2 vezes por dia (a
deve-se manter a medicação
por, no mínimo, 8 semanas ou até a resolução dos sintomas e negativação dos oocistos.



Superdosagem

As manifestações são locais, no aparelho digestivo. Pode-se proceder à lavagem gástrica e administrar hidróxido de alumínio com magnésio.

Características farmacológicas

Características farmacológicas
Farmacodinâmica
Após administração oral em humanos, a nitazoxanida é rapidamente hidrolisada em seu metabólito ativo, a tizoxanida (diacetil-nitazoxanida). A nitazoxanida e seu metabólito são facilmente reduzidos pela enzima piruvato-ferrodoxina oxidoredutase a partir de parasitas por transferência de elétrons. Esta forma reduzida da nitazoxanida priva os parasitas de suas energias e assim os erradica. Sabe-se que um dos mecanismos de
ação da nitazoxanida é a ação inibitória direta da enzima piruvato ferredoxina oxidoredutase (PFOR). A ação sobre vírus deve-se à inibição da síntese da estrutura viral chamada de proteína 7 em sua interação com a célula, bloqueando a habilidade do vírus em se multiplicar. É possível que outros mecanismos ainda não esclarecidos sejam responsáveis por sua ação sobre vírus.
O modo de ação da nitazoxanida contra os helmintos ocorre através da inibição da polimerização da tubulina no parasita. A atividade antiprotozoária de Annita® (nitazoxanida) deve-se à interferência na enzima piruvato-ferredoxina-oxidoredutase (PFOR), bloqueando a transferência de elétrons. Este mecanismo de ação é muito peculiar e dificulta o desenvolvimento de resistência. A interferência com a reação de transferência de elétrons enzima piruvato-ferredoxina-oxidoredutase dependente pode não ser a única via pela qual a nitazoxanida exibe a atividade anti-protozoária.
Farmacocinética


Após a administração oral, a nitazoxanida é rapidamente absorvida no trato intestinal e totalmente hidrolizada em um metabólito ativo, a tizoxanida, que é então conjugada (glucoronídeo tizoxanida), atingindo picos de concentração plasmática em 1 a 4 horas. A tizoxanida é excretada de forma inalterada pela urina nas 24 horas seguintes, e não é detectada no plasma. A excreção também ocorre através da bile e das fezes. Mais de 99% da tizoxanida estão ligados a proteínas plasmáticas.
Estudos in vitro demonstraram que a tizoxanida não possui efeito inibitório significativo sobre as enzimas do citocromo P450.


A farmacocinética da nitazoxanida não foi estudada em pacientes pediátricos menores que um ano de idade, assim como em pacientes com deficiência hepática e ou função renal.

Resultados de eficácia

Um estudo1 multicêntrico aberto incluiu 546 pacientes com coproscopia positiva para as mais variadas parasitoses intestinais. As doses de nitazoxanida utilizadas foram: 500 mg, por via oral, duas vezes ao dia, por três dias consecutivos para adultos; 5ml (100 mg), de 12 em 12 horas para crianças de um a três anos e 10 ml (200 mg), de 12 em 12 horas, para crianças de quatro a 11 anos. As taxas de erradicação foram: Enterobius vermicularis - 95%, Ascaris lumbricoides - 95%, Ancylostoma duodenale - 96%, Trichuris trichiura - 86% e Strongyloides stercoralis - 94%. A tolerabilidade foi considerada boa, com 14,5% de eventos adversos leves (náuseas, cefaléia, vertigem, vômito, dor abdominal e diarréia).
Cabello et al.2 avaliaram a eficácia da nitazoxanida no tratamento de infestações helmínticas (7,5 mg/kg, de
12 em 12 horas, por três dias) e observou taxas de cura de até 100% para ascaridíase e isosporíase e de 78% e 80% para trichuríase e enterobíase, respectivamente.
Um estudo de Rossignol & Maisonneuve3 avaliou a eficácia da nitazoxanida em pacientes portadores de Taenia saginata e Hymenolepis nana. Foram estudados 22 pacientes infestados com T.saginata, que receberam 30mg/kg de nitazoxanida. Os autores encontraram um índice de cura de 95% com seguimento clínico por um período de 90 dias. Ainda neste estudo, em 18 pacientes infestados por H.nana, a eficácia foi de 90%, para a dose de 50 mg/kg de nitazoxanida. A tolerabilidade foi considerada boa, com apenas três pacientes apresentando eventos adversos leves (náusea, dor epigástrica e diarréia).
Rossignol et al4 demonstraram a eficácia da nitazoxanida para o tratamento da diarréia causada por C parvum em uma população imunocompetente. Um curso de três dias de tratamento reduziu a duração da diarréia e da excreção de oocistos. A eficácia e a segurança foram relatadas em crianças, adolescentes e
adultos. Os eventos adversos relatados foram semelhantes àqueles do grupo placebo.
Em um estudo5 multicêntrico, Rossignol avaliou a eficácia e a segurança da nitazoxanida em 365 pacientes a partir de três anos de idade com síndrome de imunodeficiência adquirida e criptosporidíase, que receberam doses de 500 a 1500 mg de nitazoxanida, duas vezes por dia. A duração do tratamento foi, em média, de 62 dias. Observou-se resposta clínica mantida durante o tratamento em 59% dos casos. Não foram registrados eventos adversos graves.


Em outro estudo6 prospectivo, randomizado, duplo-cego e placebo controlado, foi avaliada a eficácia e a tolerabilidade da nitazoxanida comparada ao placebo para tratar diarréias causadas por Giardia intestinalis e Entamoeba histolytica/dispar. Foram analisadas 725 amostras de fezes, de 91 pacientes entre 12 e 65 anos, que fizeram uso da nitazoxanida na dose de 500 mg, de 12 em 12 horas, por três dias consecutivos. Observou-se uma eficácia geral de 81% contra 40% do grupo placebo para ambas as verminoses (p < 0,0002).


Um estudo7 conduzido por Diaz et al. revelou taxa de cura de 97% para os pacientes portadores de blastocistose em crianças de dois a 14 anos de idade.
Em uma coorte1 de pacientes no Egito foi identificada a presença de Balantidium coli nas fezes em 13 casos, cuja erradicação da infecção foi de 77%.
Em estudo randomizado8, duplo-cego, controlado por placebo, envolvendo 50 crianças com idade entre cinco meses e sete anos, Rossignol et al avaliaram a eficácia e segurança da nitazoxanida na gastroenterite por Rotavírus. A dose de 7,5 mg/kg, duas vezes ao dia por três dias mostrou-se segura e mais eficaz que o placebo na redução da duração da diarréia (31h vs 75h, respectivamente).
Em outro estudo randomizado9, duplo-cego, controlado por placebo, envolvendo 50 adultos e crianças acima de 12 anos, Rossignol & El-Gohary avaliaram a eficácia e segurança da nitazoxanida nas gastroenterites virais, incluindo as causadas por Rotavírus e Norovírus. A dose de 500 mg, duas vezes ao dia por três dias mostrou-se segura e mais eficaz que o placebo na redução da duração da diarréia.


Modo de usar

Annita® deve ser administrado com alimentos, o que garante uma elevada absorção do medicamento.
Modo de preparo
Prepare a suspensão imediatamente antes de ingerí-la pela primeira vez, conforme instrução abaixo:
1 – Agite vigorosamente o frasco ainda fechado, para soltar o pó do fundo.
2 – Adicione água fervida ou filtrada, até a marcação indicada no rótulo.
3 – Coloque o adaptador para seringa no frasco.
4 – Tampe o frasco e agite vigorosamente para obtenção de uma suspensão homogênea. Se necessário, adicione novamente água filtrada, até a marcação indicada no rótulo e agite para homogeneizar.
5 – O volume da suspensão deve ser medido com a seringa. Ajuste a seringa no orifício da tampa interna do frasco, vire-o de cabeça para baixo e puxe o êmbolo até o volume prescrito por seu médico.
6 – A suspensão pode ser administrada diretamente da seringa à boca ou, se desejado, pode ser transferida para a colher antes da administração.
Após o uso, a seringa deve ser lavada com água corrente e guardada para a próxima dosagem.
A suspensão pode ser guardada por sete dias após seu preparo. Qualquer quantidade não utilizada deve ser descartada após esse período.

Antes de cada administração a suspensão deve ser bem agitada.
Aspecto físico
Comprimidos: oblongos, de cor amarelo-claro
Pó para suspensão oral: cristalino, amarelo
Características organolépticas
Comprimidos: odor característico
Pó para suspensão oral: odor ligeiramente ácido.


Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Não há estudos com pacientes acima de 65 anos. Ao se prescrever Annita® deve-se considerar a capacidade renal, hepática e cardíaca, a presença de outras doenças e a utilização concomitante de outras drogas.

Armazenagem

Annita® deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), em sua embalagem original. Proteger da umidade.
Após reconstituição, a suspensão oral deve ser mantida firmemente fechada.
Annita®, suspensão oral, deve ser consumido em até sete dias após reconstituição.
Após reconstituição, a suspensão oral deve ser mantida firmemente fechada.


Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Número do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho
MS: 1.0390.0173
Farm. Resp.: Dra. Marcia Weiss I. Campos – CRF-RJ n° 4499
Fabricado por:
FARMOQUIMICA S/A
Rua Viúva Claudio n° 300 – Rio de Janeiro – RJ
Indústria Brasileira
CNPJ: 33.349.473/0003-10
SAC 0800 25 01 10


Annita - Bula para o Paciente

Como este medicamento funciona?
Annita® age contra vermes por meio da inibição de uma enzima indispensável à vida do parasita. O mesmo parece ocorrer em relação aos protozoários, embora outros mecanismos ainda não totalmente esclarecidos
possam estar envolvidos. A ação sobre vírus se dá através da inibição da síntese da estrutura viral, bloqueando a habilidade do vírus de se multiplicar. O tempo médio de ação do medicamento está estimado entre duas a quatro horas após a sua administração.
Por que este medicamento foi indicado?
Gastroenterites virais - Annita® é indicado no tratamento das gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus.
Helmintíases – Annita® é um anti-helmíntico efetivo contra nematódeos, cestódeos e trematódeos, indicado no tratamento de Enterobius vermiculares, Ascaris lumbricoides, Strongyloides stercolaris, Ancilostomíase, Trichuris trichiura, Taenia sp, Hymenolepis nana.
Amebíases – Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por amebíases intestinais agudas ou disenteria amebiana causada pelo complexo Entamoeba histolytica/dispar.
Giardíases - Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por Giardia lamblia ou Giardia intestinalis.

Criptosporidíase – Annita® é indicado no tratamento da diarréia causada por Crysptosporidium parvum
Annita® é também indicado no tratamento do Blastocistis hominis, Balantidium coli e Isospora belli
Quando não devo usar este medicamento?
Contra-indicações
Annita® não deve ser administrado nas situações a seguir:
A forma farmacêutica comprimido revestido é contra-indicada para crianças com onze anos ou mais jovens.
Annita® não deve ser utilizado por pacientes com diabetes, doença hepática ou doença renal.
Hipersensibilidade e/ou alergia a qualquer um dos componentes da fórmula.

Advertências As seguintes medidas de higiene são recomendadas no combate às parasitoses
Lavar bem as frutas e verduras e cozinhá-las bem.
Lavar bem os utensílios domésticos.

Manter os alimentos e depósitos de água cobertos.
Manter as mãos sempre limpas e as unhas cortadas, evitar levá-las a boca e lavá-las antes das refeições e após ir ao banheiro.
Utilizar água tratada, filtrada ou fervida e não beber água em recipientes impróprios.
Manter local adequado para depósito de fezes humanas ou de animais (fossas e latrinas), evacuar em local apropriado (vaso sanitário) e manter as instalações sanitárias limpas.
Não utilizar fezes humanas como adubo.
Não comer carne suína e/ou bovina crua ou mal cozida.

Não adquirir carne de procedência duvidosa (comprar em estabelecimentos comerciais idôneos, que recebem carnes de criadouros ou frigoríficos regularizados e inspecionados periodicamente).
Não andar com os pés descalços

Precauções
O uso de Annita® com anticoagulantes do tipo cumarínicos como a varfarina e com o anticonvulsivante fenitoína deve ser avaliado com cautela.
Interações medicamentosas
Não existem interações com o citocromo CYP 450, não havendo, portanto, contra-indicação de uso concomitante com outros medicamentos. Observar o item Precauções em relação à administração com anticoagulantes e anticonvulsivantes.
Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes.
Informe seu médico do aparecimento de reações indesejáveis.
Informe seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento de seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Como devo usar este medicamento?
Annita® deve ser administrado com alimentos, o que garante uma elevada absorção do medicamento.
Aspecto físico
Comprimidos: oblongos, de cor amarelo-claro
Pó para suspensão oral: cristalino, amarelo
Características organolépticas
Comprimidos: odor característico
Pó para suspensão oral: odor ligeiramente ácido.

Suspensão oral IndicaçãoIdadeDosagemDuração
Gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por Kg - 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Helmintíases, amebíase, giardíase, isosporíase, balantidíase, blastocistose.
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes sem imunodepressão.
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
0,375 ml (7,5 mg) por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos, se a contagem de CD4 for superior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
7,5 mg por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
14 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos, se a contagem de CD4 for inferior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 meses
(1 ano)
7,5 mg por kg, 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
Deve-se manter a medicação por, no mínimo, 8 semanas ou
até a resolução dos sintomas e negativação dos oocistos.

 Comprimido revestido
IndicaçãoIdadeDosagemDuração
Gastroenterites virais causadas por Rotavírus e Norovírus
Crianças acima de 12 anos e adultos
1 comprimido (500 mg), 2 vezes ao dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Helmintíases, amebíase, giardíase, isosporíase, balantidíase, blastocistose
Crianças acima de 12 anos e adultos
1 comprimido (500 mg), 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes sem imunodepressão.
Crianças acima de 12 anos e adultos
1 comprimido (500 mg), 2 vezes por dia (a cada 12 horas)
3 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos, se a contagem de CD4 for superior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 anos e adultos
500 a 1000 mg, 2 vezes por dia
(a cada 12 horas)
14 dias consecutivos
Criptosporidíase em
pacientes imunodeprimidos,
se a contagem de CD4 for inferior a 50 céls/mm3.
Crianças acima de 12 anos e adultos
500 a 1000 mg, 2 vezes por dia
(a cada 12 horas)
Deve-se manter a medicação por, no mínimo, 8 semanas ou até a resolução dos sintomas e negativação dos oocistos.


Modo de preparo
Suspensão oral
Prepare a suspensão imediatamente antes de ingeri-la pela primeira vez, conforme instrução abaixo:
1 – Agite vigorosamente o frasco ainda fechado, para soltar o pó do fundo.
2 – Adicione água fervida ou filtrada, até a marcação indicada no rótulo.
3 – Coloque o adaptador para seringa no frasco.
4 – Tampe o frasco e agite vigorosamente para obtenção de uma suspensão homogênea. Se necessário, adicione novamente água filtrada, até a marcação indicada no rótulo e agite para homogeneizar.
5 – O volume da suspensão deve ser medido com a seringa. Ajuste a seringa no orifício da tampa interna do frasco, vire-o de cabeça para baixo e puxe o êmbolo até o volume prescrito por seu médico.
6 – A suspensão pode ser administrada diretamente da seringa à boca ou, se desejado, pode ser transferida para a colher antes da administração.
Após o uso, lave a seringa em água corrente e guarde-a para a próxima dosagem.
A suspensão pode ser guardada por 7 dias após seu preparo. Qualquer quantidade não utilizada deve ser descartada após esse período.
Antes de cada administração a suspensão deve ser bem agitada.
Este medicamento não pode ser partido ou mastigado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar,observe o aspecto do medicamento.
Que males este medicamento pode causar?
As reações adversas mais comumente relatadas (em cerca de 8% dos pacientes) ocorrem no trato gastrointestinal. Particularmente náuseas, algumas vezes acompanhadas de dor de cabeça, diminuição ou perda do apetite, ocasionalmente vômitos, mal estar abdominal inespecífico e dor abdominal tipo cólica.
Annita® pode produzir alteração da cor dos fluidos fisiológicos (Ex: urina, esperma) para amarelo esverdeado, sem qualquer significado clínico. Isto se deve à coloração de alguns dos componentes da fórmula. Se a cor alterada persistir após o término do uso do medicamento, procure o médico.
ATENÇÃO: ESTE É UM MEDICAMENTO NOVO E, EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA ACEITÁVEIS PARA COMERCIALIZAÇÃO, EFEITOS INDESEJÁVEIS E NÃO CONHECIDOS PODEM OCORRER. NESTE CASO, INFORME SEU MÉDICO.
O que fazer se alguém usar uma grande quantidade deste medicamento de uma só vez?
As manifestações são locais, no aparelho digestivo. Recomenda-se proceder com lavagem gástrica e administrar hidróxido de alumínio com magnésio.
Onde e como devo guardar este medicamento?
Cuidados de conservação
Annita® deve ser conservado em sua embalagem original. Em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e lugar seco.
Após reconstituição, a suspensão oral deve ser mantida firmemente fechada.
Prazo de validade
Comprimido revestido
24 meses após a data de fabricação impressa no cartucho.
Pó para suspensão oral
24 meses após a data de fabricação impressa no cartucho.
Annita®, suspensão oral, deve ser consumido em até sete dias após reconstituição.


TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

Reino Protista – Características dos Filos, Flagelos e Cílios


Dentre os vários reinos de seres vivos existentes está o Reino Protista, muito importante e estudado pelos alunos, além disso sempre cai em exames vestibulares de grandes universidade. Conheça hoje as Principais Características dos seus Filos, veja um Resumo dos protozoários mais conhecidos e doenças por eles causadas, além disso tire suas dúvidas e veja a diferença entre Flagelos e Cílios, e mais:

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Características Gerais dos Protistas:

* Seres de células Eucariontes, podendo ser unicelular (como a Ameba) ou Pluricelular (porém não forma tecidos verdadeiros, todas as células realizam diversas funções), são os mais primitivos do reino animal;
* Incluem seres Autotróficos (que produzem seu alimento) e seres Heterotróficos, caracterizando um grupo bem heterogêneo;
* São Proctistas as Algas Unicelulares do grupo Diatomácias, Dinoflagelados, Euglenófitos e Clorófitos. E também as algas Pluricelulares Clorófitas, Rodófitas e Feófitas. Além desses, são protistas os Protozoários e os Mixomicetos;
* Alguns possuem Flagelos e outros apresentam Cílios, a diferença é o formato e o tamanho, pois em geral desempenha as mesmas funções – Locomoção, etc.
Filos suas Características Específicas:
* Dinoflagelados ou Dinophyta - Unicelulares e Biflagelados (descrevem um movimento rodopiante); as células são cobertas por placas celulósicas (abaixo da membrana plasmática). Podem apresentar os pigmentos Clorofila A e C e Carotenoides), e sua reserva é de Amido.
Há espécies Planctônicas (maioria), Simbióticas (mutualismo com outro animais). O Fenômeno da Maré Vermelha é causado pela proliferação de algumas Dinoflageladas (ocorre em águas aquecidas e com grande quantidade de nutrientes minerais originados de esgotos e fertilizantes).
* Diatomácias ou Bacillariophyta – são Unicelulares que possuem as células revestidas por Duas Carapaças (frústulas) que se encaixam com uma caixa de sílica (SiO2). Podem apresentar os pigmentos Clorofila A e C e Fucoxantina (dourado).
Vivem no plâncton marinho e de água doce onde são os mais importantes produtores de alimento. A Reprodução pode ser assexuada por Bipartição ou Sexuada.

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*

 Euglenophyta ou Euglenas – são unicelulares, sendo a maioria de água doce. Possui 1 ou 2 flagelos, Cloroplastos com Clorofila A e B, sua reserva é o Paramilo. Apresenta o Estigma – mancha ocelar que percebe variações de intensa luminosidade.
Classificação Quanto ao tipo de Organoide Locomotor:

domingo, 26 de agosto de 2012

Oswaldo Cruz



05 de agosto - Dia Nacional da Saúde.

Esse dia for escolhido em homenagem ao médico Oswaldo Cruz que nasceu em 05 de agosto de 1872.

Oswaldo Cruz, símbolo do médico e do cientista brasileiro. Ele ganhou a fama ao vencer a febre amarela: flagelo que, no final do século XIX, transformou o Rio de Janeiro num “porto maldito”.

Combateu também a varíola e a peste bubônica.

Em sua trajetória foi ferozmente atacado por causa de suas campanhas sanitárias. Teve que enfrentar não só as doenças, como a incompreensão de seus contemporâneos. A vacinação obrigatória contra a varíola, por ele proposta, provocou violenta revolta no Rio, em 1904. Graças à obstinação desse médico, a vacinação se tornou prática corriqueira no Brasil e a preocupação com a saúde pública se implantou em definitivo.

Listeriose mata 13 pessoas nos Estados Unidos

      
                          Foco da doença são melões cultivados no estado do colorado

Listeria monocitogenes
A bactéria Listeria monocitogenes: causadora da listeriose, doença contraída por meio de alimentos contaminados, ela usa os flagelos (os fios que saem do 'corpo' da bactéria) para se movimentar